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Caçula
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Eu sou um aprendiz de poeta. Domingo, Maio 10, 2009 Hora Do Planeta No dia 28/03/2009 Apagaram-se às luzes Das 20:30 às 21:30 num apelo contra o aquecimento global. Nesse momento de enlevo espiritual o nosso "EU" interno,abortou esse trabalho ,que nasceu com o titulo: AGONIA Ao apagarem-se às luzes, Na ultima hora da Terra , Nesse caminhar histórico em que o mundo se agita. Os lideres das finanças, "brancos de olhos azuis". Detentores dos poderes políticos, mafiosos e os religiosos eletrônicos ; se entrechocam em conflitos de afrimações anacrônicas . Os cantares das mulheres são uivos de femeas e estão a serviço da atração sexual . O cântico dos homens; cânticos anciosos e aflitos ; são gritos de "abastardados" que ferem a audição ; pertubando os lentos equilibrios naturais. Hipotencando o futuro. É a substância biológica, numa cultura bestial, de vencer pra dominar "Ladrando" dentro do "SER"...!, Na soleira do futuro ; qual rochedo que desafia às tempestades dos séculos; o mundo está insatisfeito. Esse grãozinho de poeira cósmica , chamada Terra: desbotada e desarmônica; se agita ; desorientada e abatida pela dor. Prostituída e flácida. torna a soltar seu mais forte brado, num suplicante e agonizante gemido : Grita e implora; que haja ; revolução biológica e o abandono das armas. E que os seres humanos precisam se harmonizarem na organicidade CÓSMICA Comments: postado por: <$Caçula$> 4:21 PM Terça-feira, Dezembro 30, 2008
ó augusta raça negra! - que no arranhar das violas, nos deste o maracatu, chamego e o candomblé. nos deu xodó, rasta-pé, batuquejê e timbó. o divina negra raça! - que nos tambores soturnos e, no som dos agogos deixaram como legado; todo mistério liturgico, da mística do afoxé..., com os Orixas; Xangô, Ogum-megê e Oxóce, a deusa iemanja. . . e Mãe Menininha do gantois. ó nobre povo de Zambi! - que na triste subserviência; foste laçado e catapultado, do seu arrebol dourado. e, agrilhoados nos, fétidos, porões dos navios tumbeiros. o divino utero negro! - que geraste pai Jõao. ao parir marajoaras; nos deste Leci Brandão, axé e Gilberto Gil. Abdias do Nascimento, Cruz e Souza, Grande Otelo, bumba meu boi e zumbis. ó dulcissima mucama! - foste tu quem ensinaste; a catar uns cafunés; na cabeça de sinhá. - numa cosmovisão negra da áfrica imaginária; sob a exaltação metafórica do som dos atabaques, - foste tu quem ensinaste sinhosinho á saravá. ó gentis senhoras Áfricas! - os grilhões que vos agrilhoas... não as manietaram! - garbosamente voastes; nos ideaes e nos sonhos de Luther King, Mandela, Obama e de Ganga-Zumba; lá na serra da barriga no quilombo de palmares. - Acordai-vos; negros que dormem! afinai; vossos berimbaus com a marcação dos tambores do concerto racial! - Edificai; novos sonhos; Quilombolas do Planeta! Comments: postado por: <$Caçula$> 2:39 PM Êta!, Brasil brasileiro; que tem garrincha e popó; criança cheirando cola ou impunhando pistola; que tem marta, tem fofão e criancinha sem pão Êta!, Brasil brasileiro; que tem um pão de açucar; n.p.s, sifu...e sifubraz; velhice desamparada, malabares em semáfro com descendentes de afro. Êta! Brasil, brasileiro; que, tem berimbal e pandeiro e, tem roda de bamba num carnaval de primeira; que tem tupi/guarani e seu saci pererê Êta!, Brasil brasileiro; que tem caymmi e pelé tem mulato izoneiro, que sabe fazer no pé. E, muitos pratos vazios; sem o tal feijão tropeiro. Êta!, Brasil brasileiro; com esgoto a céu aberto; tem garota de Ipanema e princesinha do mar. que tem 'craque', tem muamba e tem a Carmem Miranda. Êta! Brasil brasileiro; que tem berço imperial e, um presidente 'canhestro'. Eleição formatisada que tem voto de cabresto, companheiros e cachaçada! Êta! Brasil brasileiro; que tem Monteiro Lobato. . . e ziriguidum de mulata. que tem noite enluarada, coqueiro de Itapuã; e, tem mistura de 'RAÇA'! Êta! país MANDRAKEIRO!!! que só recebe 'calote'! Comments: postado por: <$Caçula$> 2:20 PM Domingo, Março 23, 2008 CINQUENTA ANOS DEPOIS. O meu sol desaparecera, E, o poente mergulhara nas sombras. Ás lembranças do passado Trouxeram um momento de Silêncio e constrangimento. Você sorriu Com os olhos nos meus. Eu estava envolvido Nas tramas que teceras Nas artimanhas do passado. Parecia uma coisa Acontecido em outro século, E eu parecia outro homem! Nossos cabelos grisalhos Emolduravam os nossos rostos; A natureza agiu A vontade sobre eles. Os desencontros da vida Deixaram marcas doídas em nós: - Eu o sei, e tu também os sabes. Hoje estou estragado Pelo sentimentalismo! À sua voz revolvia Toda poeira dos anos, Espalhando-as aos quatro ventos. E, os dias se dissiparam Na nostalgia do passado; Assim como os rios Que correm apressados para o mar. Na bifurcação dos caminhos. Passados dois quartos de séculos: Só à minha alma vibrou. A intuição do meu corpo Pertencia ao passado. Comments: postado por: <$Caçula$> 2:23 PM Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008 Ofertório. Na encosta de um belvedere, Numa manhã de devaneos; Quando a primavera pincelou Ás árvores de verde; Amarelo e rosa: Ás luzes do alvorecer, Vinham grimpando á serra; Numa cândida fluorescência. Moçoilas refesteladas, Na borda da piscina, Com seus maiôs de duas peças, Chutavam as águas com seus pés Delgados e coruscantes. Perolas de água escorriam Nos corpos acastanhados. - O seu mover langoroso, Numa artimanha de ninfa; Com à sua voz de contralto A me oferecer; Perolas do cancioneiro. E os violões desmembravam: dó – ré – mi – fa – sol – la – si. E, eu com o coração apaziguado, Bebia o seu ofertório. Comments: postado por: <$Caçula$> 2:08 PM
Noite virgem de estrelas. O vento chicoteava A face do espaço. - Era o tal de sudoeste O lampião na parede enchotava as sombras. Sobre o caixão, voejou Um inquisitiva mariposa, Em busca das águas murmurantes; - São águas doentias, "Correntezas da vazante." Que atendem o choro do mar. - O quintal era pequeno. Bananeiras retorcidas, Com as folhas desdentadas, - Num cisca, cisca no chão. Duas amendoeiras, Com os ventres descarnados: Se contorciam doídas. - Chapéu de palha desfiado, Acocorado num canto, Num cochilo entontecido. - Na sonolência da velhice, Ardia-lhe o dorso. - Um patuá ensebado Ornava-lhe o peito. - À viúves batera-lhe à porta. Uma talagada de aguardente, Bebeu de um único sorvo. E, choramingou! choraminga Também as carpideiras. E o velório se arrasta Vai até de manhãzinha: A espera da estrela-d'alva. A manhã se anunciara: sem resas... sem velas...sem cruz. É triste, muito triste; Morrer sem flores! Comments: postado por: <$Caçula$> 1:45 PM Terça-feira, Janeiro 01, 2008 Caríssimos - um manancial de energia cósmica, inuandará os seus corpos de emoção em 2008; Hamilton Lopes (i.m) Ricardo - Alexandra - Carlinhos Alessandra - Jõao Rodrigo - Bruno Cristina - Reginaldo Bessa - Carmen Kátia - Cristiane - José Leonarda - Juliane - Bruna Daia - Bruna - Patrick Eliberto -Alberto - José Andrea - Paulinha - Patricia Tiago - Romulo - Beatriz Marcio - Jussara - Paula Douglas - Anay - Anderson Vanda - Juliano - Ninha Tamires - Luiza - Ana Creuza - Eduardo - Eloisio Matsumo - Amanda - Janaína Valdineia - Carlos Caetano - Valdair Ana Paula - Alicía - Eliaria Claudete - Carla - Fernando Paulo - Claudia Augusuta- Fabiane Alberto - Arnaldo Rippel - Simone Luiz Carlos - Gabriella - Eloisio Manuela - Angela - Jaiminho Marta- Celia - Valéria Flávio - Luis Paulo - Fábio Lúcio - Vania - Antonio Jõao A RECIPRÓCIDADE É A PEDRA ANGULAR, QUE SUSTEM A VERDADEIRA AMIZADE PETRÓPOLIS DIA 1 DE JANIERO DE 2008 Com Ternura Caçula postado por: <$Caçula$> 12:59 PM Domingo, Dezembro 30, 2007 Periquitos em revôos Seu hálito estava doce, e, à sua boca cheirava, a licor de gabiroba. Meu olfato, esperiente colhedor de alfazemas se deliciava com os seus odores. O seu anel de topázio cintilava ao sol. Como uma ardilosa fadinha, coroada de flores, você se espreguiçava à beira do precipicio; ao lado de uma ninfa...''desnuda'' que cavalgava um unicórnio. Embevecidos estavamos com o majestático por-do-sol que intumescido de cores e luz, se precipitava na garganta do oceano. Nossos corações pulsavam: trinta vezes por minuto, com os seus baticuns monótonos, e, sentiamos o gosto dos sais contido nas lágrimas. - Por exibicionismo: periquitos, em revôos completavam o cenário. Comments: postado por: <$Caçula$> 6:33 PM Terça-feira, Novembro 27, 2007 quando dobravam os sinos, no ultimo interlúdio do triste silvo do trem; como num conto de fadas: a saia. rodada em babados, e, a blusinha rococó; no seu decote acusava, a ausência de sutiã. De pé na estação, tu estavas sonhadora, excitada e loquaz! Recortada contra à lua, num balé sob à luz de difusa que projetava um halo sobre à sua silhueta. E no repique das marimbas, o violão dedilhou uma sublime canção. O seu corpo difundia à fragância da vida. "uma mistura inebriente.'' que anestesia os sentidos. e, desfalece à razão. O cintilar das folhas, movendo-se ao sabor da brisa, e, o deslocamento das nuvens; '' na hora do encantamento''. num apelo a natureza: faziam o adeus dedilhar nas fibras do coração. e, a fresca brisa noturna: soprava vinda do mar. Ela ficou, Eu partia!. Comments: postado por: <$Caçula$> 12:54 PM Domingo, Agosto 26, 2007 Olhos divagantes. Sentados ainda no sofá: Com movimentos furtivos, Suas mãozinhas voadoras Com seus dedos bailarinos Tateavam o meu corpo. Suas pernas inocentes, Pousaste sobre o meu colo; Duas pernas bronzeadas, Dois fardos divinos. Os quais eu sustentava Sobre meu colo em chamas. Rubras maçãs adornavam Sua mesinha de centro. Perto de um vitrola, Sob-pósta por L.pês, Particulas de poeira Cintilavam pelo ar; Rasgando à luz de néon. Prolongando o enlevo: À minha boca gemente, Pincelava os seus lábios. Sucessivas contrações Percorriam o seu corpo. E, os seus olhos divagantes Passeavam desatentos. Comments: postado por: <$Caçula$> 12:35 PM Embora quase no ocaso, O rei sol ainda brilhava. O poente começava A tingir-se de vermelho. Mescrando-se de sombras. A tonalidade do céu Cambiava a cada minuto. "Prenúncio de temporal". No ribombo dos trovões, A grossa chuva caída, Tamborilava nas vidraças. Os sons maviosos de Quatro pistóes em surdina; Soltavam notas pulsantes : Que voluteavam pelo ar. A pele amorenada ... Roupão aberto na frente, Numa postura atrevida. O contato do seu corpo... Bem juntinho ao meu... Como um tremor de terra, Fazendo aquelas loucuras. Os deuses do erotismo Povoavam nossa cama, Regendo os nossos sentidos. Ás unhas nas minhas costas Movias freneticamente. (Ardia-me uma volúpia.) "Por força das circunstâncias": Respiravas profundamente. E, na rouquidão da voz; Como um sopro ciciante A gemer balbuciavas : "Ai!... ai!... ui... você me mata!" EXSUDÁVAMOS AMOR NA CELEBRAÇÃO DA VIDA. Comments: postado por: <$Caçula$> 12:17 PM Domingo, Junho 17, 2007 Grande pedaço de lua, ¿um nadinha pra ser cheia¿, Lá ía ela crescente. Os grãos de malacacheta, Moídos da areia do chão; Num piscar de vagalumes: Apaga, acendo, acende, apaga... O vento quente e suave Mal frufrulhavam ás folhas Do encopado pé de jáca. Beiradeando a estrada: Rancho , forrado e coberto De coqueirinho indaiá. Lamparina, no lusco-fusco; Sanfoneiro floreando Num sustenido de dó, No abre e fecha do fole; Bota fogo no forró. Na boca da madrugada: Á manhã já mostrava Os seus primeiros clarões Lá pros lados da serra, Da serra do boqueirão. Irado e varado de fome, Um filhote de camundongo; ¿Demônio em forma de bicho, Que nem mula-sem-cabeça, Com dois capetas no corpo¿, Aparece no forró. Uma tal de maricota, Com a sua saia levantada, Seios bamboleantes ¿Tal e qual cupim de boi zebu¿: Com gritinhos sustenidos E saltitar de gazela, Põe fim no forrobodó. Comments: postado por: <$Caçula$> 1:33 PM Na hora de depois do almoço , Num estribuchão de beiços, Depois de um gole avantajado; O carreiro preto velho, Com a cabeça, tal e qual Picumã de lamparina. Lá ia ele revivendo Suas passadas lembranças. Filho de mulher ladina: Um boieiro de lavoura, Capinador de enxada. Coração aberto Ía largado pelo mundo, Ressabiado e tristonho. Com um risinho oferecido, No bojo do seu cismar, Acocorado no chão Á sombra dos manacás: Se põe a cantarolar seu ABOIO:. ABOIO de vaquejada, Um ABOIO de pé de serra. Pobre gente mediana, Parece mentira: crede! Os rios morrem de sêde. Por estupidez humana. No debandar das saíras, Vão cores em profusão. No rastro do som das liras, Ruma meu triste bordão. Nossa nau, chamada Terra, Aderna verticalmente: Abalada pelas guerras E politicos dementes. Com paz amor e amando, Vamos rever esse carma. De cristo vém o comando; Ensarilhai vossas armas! Comments: postado por: <$Caçula$> 1:16 PM Sábado, Maio 05, 2007 AFRO DESCENDENTE que sou, quero deixar o meu ''AXÉ'' Á todas as mães, (Independente de Raça). E, á raça negra que aqui chegou, trazida Nos fétidos porões de navios tumbeiros, para ajudarem na edificação deste país , de musicistas: de cuícas e pandeiros. Solo de transformitas; de futebol e sambistas. Com os 04 trabalhos que seguem, quero deixar registrado Á minha singela homenagem. Petrópolis, Rio de Janeiro, Brasil. Caçula postado por: <$Caçula$> 1:39 PM Sou negro fulo, não nego. Até me faz bem ao ego, Saber que sou de Angola. Sou negro fulo, confirmo! E, se preciso afirmo! Já não uso mais argolas. Sou do bem e danço jongo. Meu nome, e João Congo. Sou resto da escravidão. Só preciso de um emprego Pra garantir meu sossego Com a paz no coração. Sou excluído não nego, E se preciso me prego No madeiro da sangria. Sou liberto. Mas, sou fulo. E, se for preciso osculo Minha carta de alforria. Sou fulo, não sou liberto. Eu trago meu peito aberto, A desfraldar submissão. E, de que me vale a carta? Se não tenho á mesa farta! E, vivo de esmolação Comments: postado por: <$Caçula$> 1:27 PM
minha mãe é uma flor Que na Terra feneceu: Mas, balsamada em amor no céu ela floreceu. Seu sorriso nos lábios entreabertos, É oásis que desagua no deserto, Irrigando o sabor dos seus frutos. Mãe, exemplo de virtude e nobreza, Que tráz no intimo de sua natureza, O tributo so seu nobre produto. Nada pode ofuscar o fraterno Retratado na luz do amor materno. Mesmo sendo de origem modesta! O amor de mãe e pura essência, Provindo da sublime consciência. É a divindade em seu manifesto. Coberto com o manto da humildade, Tu és principio da humanidade, Ostentando a corôa do sagrado. Suas lágrimas são néctar em flores A oscular a fronte dos seus amores. Que em suas entranhas foram gestados. Toda divina sugada no peito, É dádiva de um amor perfeito. É sangue se trasnformando em leite. É fogo, é vida na criação. É mistério na iniciação. E, luz na consagração do eleito. Caçula Comments: postado por: <$Caçula$> 1:15 PM Trazido de moçambique, Nos infectos porões, De navios tumbeiros; Tratados e contabilisados No rol dos bens-moventes. O negro: sangrou, chorou, Calejou as mãos e morreu; Na construção deste país. Como troca recebeu: Á abolição fajuta, que levou os negros aos guetos Do analfabetismo E da prostituição. O Silvo do açoite impiedoso, Do regime escrevocrata, Fêz calar os maracatus, Os afoxés e maculelês. Feneceu também: O batuque,ás pernadas. E, o ritmo lascivo do carimbó, No arranhado da viola. Na decomposição do negro, Escravistas antolhados, Na miscigenação; Com atos libidinosos, Vão deitando ás negrinhas Como matéria-Prima Da branquificação. E se tornam prostituídas No beco da perdição Caçula Comments: postado por: <$Caçula$> 1:02 PM Domingo, Abril 08, 2007
- Da nossa lareira acesa, Labaredas progetavam Luz e sombras no teto. - Com a colcha retirada E o lençol dobrado para trás Á cama nos excitava. -Seu corpo curvilineo Aninhado ao meu, exalava: Um chero de pele jovem Recendendo á almiscar. - Pele lisa, sem jaça Negra e lustrosa; Parecia de ébano sedoso. - Você a me assediar num Jogo sem nexo, sem sexo. Num descompasso frenético, A se aureolar de desejos. - A paixão avassaladora Ultrapassou os limites Do comportamento humano. - Sob á magia da manhã. E, do céu do amanhecer: Apoiada ao cotovelo; Com seus trejeitos de criança. E, um olhar de quero-mais, Umedeces-te os lábios, E, naquele jeito travêsso; Cochichas-te ao meu ouvido: -Vamos nos encontrar de novo ! E, eu, quase a exaustão retruquei - Asseguro-le que sim! POIS , EU TAMBÉM QUERO MAIS! Caçula Comments: postado por: <$Caçula$> 4:14 PM ESVAI-SE A NOSSA JUVENTUDE NO NOSSO SEMBLANTE FRANCO. OS CABELOS BRANCOS JÁ NÃO SÃO COMO ANTES. A juventude nos deixa sem governo Nas savanas geladas do inverno. É a vida que foge ao controle. A corcovear galopa o tempo, Tentando nos deixar ao relento, Vai trotando ao trote do trole. A velhice nem sempre enclausura Áqueles que a tratam com lisura. Na vida sempre passam: o Finito, Á futilidade e o vulgar. Passa nosso tempo. Passa o lar. Só não pasará a fator infinito. Todo corpo na velhice amalgama Em torno de sí áqueles que ama, Esparzindo luz em todas direções. O barro que moldou ceramista Foi manuseado pelo Alquimista Imantando-o com as suas vibrações. A juventude a partir em fugas Deixa no rosto as traçadas rugas. E, o tempo fustiga a matéria. Os cabelos caiaram-se de branco, Tornando o sembrante mais franco, Na mágica de um doce mistério. Caçula Comments: postado por: <$Caçula$> 2:25 PM Quinta-feira, Março 22, 2007
O cavalheiro do zodiáco Garupado no solstício Galopa no tempo o inverno. A flanar um só caminho, O sol , num vai-e-vém eterno, Distância-se do equador Em busca de um novo hiberno. O senhor dos arco-íris, De quando-em-vez vai aos trópicos, Iluminar o zenite. No seu passeio filantrópico: Passa duas vezes ao ano, Com seu calor megalópico. Num trânsito planetário Vagamundeia em capricórnio, Recem chegado de cancer. Cavalgando um unicórnio, O andarilho do zódiaco. Retorna da california. Com luzes irradiantes; Ao seu desvencilhar do ócio, O astro rei conquista a terra, Num divino sacerdócio. E, ao fecundar sua amante Ele eterniza o EQUINÓCIO Sextilha Aberta Equinocio de Outono em 20 de Março de 2007 , Terça feira-20:45 Caçula Comments: postado por: <$Caçula$> 2:49 PM Sábado, Março 03, 2007 Colibris xeretas Na magia das provetas, Em metamorfose ávida. Despertam as borboletas, .Emergindo das crisálidas. Emergindo das crisálidas, Num vão-e-vem em piruetas Na aragem da tarde pálida, .Voejam ás borboletas. Voejam ás borboletas; Junto vai uma inválida Zunindo suas trombetas .Á beijar á antera cálida. Á beijar á antera cálida; Com suas asas cambetas: Vai uma abelha esquálida .Como colibris xeretas. .Emergindo das crisálidas Voejam ás borboletas. Á beijar á antera cálida, Como colibris xeretas Caçula Comments: postado por: <$Caçula$> 1:56 PM
Batuque no terreiro No arraiá do penduricalho O festejo é junino. Sob o xororó da sanfona, A fogueira alumia, O batuque no terreiro. No curral adormecido, Dormita á vaca miúva. Umbigadas e baião No ioto-baixo a gemer; Busca-pés e rojões Fazendo zueira no chão. Os vestidos de fustão, esvoaçãndo Nas danças valsadas. E, o sanfoneiro , No meio da roda A dançar e cantar, Com seu baticum monótono No fole marca compasso...
A sombra desse coqueiro, Quebrei coco com sinhá; Que é neta de fazendeiro, E tá doidinha pra casá. Rodopiam ás donzelas, Num balé de pés descalsos, Pisando firme no chão. Exorcizando ás mazelas dos afilhados do cão Caçula Comments: postado por: <$Caçula$> 1:37 PM Sábado, Fevereiro 17, 2007
PAÍS DE BATUQUEIROS. Um Brasil de musicistas, De cuícas e pandeiro. É solo de transformistas, Esse Brasil brasileiro. Esse Brasil brasileiro, Ainda tem escravista. Terra do Feijão Tropeiro, Do futebol e sambista. Do futebol e sambista, Racista e cangaceiro. Tem blefe de exorcista De mulato arruaceiro. De mulato arruaceiro, Trovador e repentista. Tem médico batuqueiro Se transformando em artista. ESSE BRASIL BRASILEIRO, DO FUTEBOL E SAMBISTA. TEM MULATO ARRUACEIRO SE TRANSFORMANDO EM ARTISTA. Comments: postado por: <$Caçula$> 6:19 PM
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