
Epiphanio Mello, Pseudônimo CAÇULA. Titular da cadeira n° 10 da Academia Brasileira de Poesia casa de Raul de Leoni patronimica de Dr.Arthur de Sá Earp Filho e Conselheiro Fiscal. Patrono da Academia de Poesia da escola municipal Vila Felipe cadeira n°4 membro do clube de poesia do Petropolitano F.C. Nascido em Itaperuna, radicalizado no Alto da Serra,Petrópolis,RJ, barbeiro, Professor aposentado,e nas horas vagas poeta. Casado com D.Tereza, Avô de Bianca,Priscila e Xandinho.
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Sábado, Novembro 25, 2006
PAÍS DE BATUQUEIROS.
Um Brasil de musicistas,
De cuícas e pandeiro.
É solo de transformistas,
Esse Brasil brasileiro.
Esse Brasil brasileiro,
Ainda tem escravista.
Terra do Feijão Tropeiro,
Do futebol e sambista.
Do futebol e sambista,
Racista e cangaceiro.
Tem blefe de exorcista
De mulato arruaceiro.
De mulato arruaceiro,
Trovador e repentista.
Tem médico batuqueiro
Se transformando em artista.
ESSE BRASIL BRASILEIRO,
DO FUTEBOL E SAMBISTA.
TEM MULATO ARRUACEIRO
SE TRANSFORMANDO EM ARTISTA.
Comments:
¤ Por Caçula | 3:03 PM |
PLANETA QUE AGONIZA.
No recôndito do "EU,"
Uma humana tristeza
Açambarca o meu "SER".
Que de quando-em-vez
Se manifesta intensamente.
No meu universo simbólico,
A minh'alma antevê;
Um negro vale de lágrimas.
Na minha tela/mental
Passa um inferno/astral...
Rios letais, lagoas de luto,
Gritos e choro de um mundo:
De gente e lixos imundos!
Enchurradas de sangue
A escorrer num solo leitoso,
Promessa de leite e mel,
Entristecendo à Janaina,
A senhora das águas.
Só vejo a relva queimando
E manancias secando.
Nos meandros da rede
Se afogam lagos e córregos.
Mundo! pulsante e aquoso,
Que agoniza, e morre de sede.
Caçula
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¤ Por Caçula | 2:53 PM |
SIMPLESMENTE MULHER
" Do cais do porto "
No azul de marmore,
No avesso das palpebras,
Surgem imagens duras
Da tua alma pétrea
De lava esfriada.
Fragmentos de coisas sonhadas,
Desmantelada pelo tempo,
Que rasgam a mágica janela
Dos cárceres ópticos.
Unhas manicuradas,
Longas, suaves como os lírios.
Olhos esgazeados
Num chique encantamento.
Com uma perna suspensa;
A boca entreaberta.
Bela e infatigável:
Cheirando a cremes e pós...
Fonte da juventude,
Na curva da meia idade,
De mulher sem piedade.
Parecendo um "louva-a-deus",
Caricatura de gnomo,
A ficar emboscada;
A beira do cais do porto
Inundada de odores:
Fonte de milagres
Derivado da pituitária.
Imolada pelo cio,
Quase totalmente a mostra,
A negociar corpo e alma.
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¤ Por Caçula | 2:37 PM |
Sábado, Novembro 11, 2006
LEMBRANÇAS QUE SE ESVAEM NO TEMPO
Já vai longe, muito longe,o tempo
Em que em mim vivia uma criança.
Em que as pipas coloriam o firmamento.
Hoje da criança sobrou só a lembrança.
Bola ou bulica, ah! Que saudade.
Onde não havia espaço ao desalento.
Sigo marrais! Era a disputa sem maldade,
Onde imperava somente o talento.
Já vai longe o tempo do pião,
No seu rodopiar ligeiro e risonho,
Onde não havia mão nem contramão,
No rodopiar do pião e do sonho.
Há! Que saudade da minha infância.
Do pegador de Bento-que-Bento-Frade.
Do chicotinho queimado na estância
Onde só se encontrava paz e fraternidade.
Oh! Tempo que se esvai no tempo.
Tempo que não para no tempo.
Oh! Tempo dê-me um tempo de contar o tempo.
Já é tempo de encerrar! Pois esgotou-me o tempo.
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¤ Por Caçula | 5:03 PM |
SÚPLICA
Voa! Voa! Doce arraia.
Singra o ar! Fundeando no mar
Minha dor e os ais.
Sobe, sobe, pipa.
Com a leveza do ar.
Leva pra longe
Essas tristezas
Que tentam me sufocar.
Voa! Voa! Lá pros lados do mar.
Leva contigo essas mágoas
Que insistem em me afogar.
Descarrega essas mazelas
Bem lá no fundo do mar.
Desapiança esse peito
Que a angústia quer sufocar.
Sobe, sobe, arraia.
Tenta o infinito alcançar.
Leva em teu dorso a prece
Que a DEUS iremos ofertar.
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¤ Por Caçula | 4:43 PM |
ANTARES
Em muitos lares
Hão horrores e dores,
Só não há em Antares
Pare esse mundo! Que eu quero descer.
Eu já não agüento tanto sofrer.
Não é que eu queira ser alarmista.
Mas pare esse mundo! Que eu quero descer.
Só vejo tristezas,só vejo rancor.
Só vi desavenças,só vi desamor.
Não é que eu queira ser pessimista.
Mas pare esse mundo! Que só causa horror.
Sou de Antares, e nas estrelas morei.
Só por um tempo de lá me ausentei.
Não é que eu queira ser saudosista.
Mas pare esse mundo! No qual embarquei.
Num rastilho de luz, eu regressei,
Ao seio das estrelas, que sempre amei.
Eu sou do bem,eu sou pacifista.
Sou de ANTARES,onde sempre morei
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¤ Por Caçula | 4:16 PM |