Epiphanio Mello, Pseudônimo CAÇULA. Titular da cadeira n° 10 da Academia Brasileira de Poesia casa de Raul de Leoni patronimica de Dr.Arthur de Sá Earp Filho e Conselheiro Fiscal. Patrono da Academia de Poesia da escola municipal Vila Felipe cadeira n°4 membro do clube de poesia do Petropolitano F.C. Pertence ao grupo Arte de Poetar SESC/Petrópolis Nascido em Itaperuna, radicalizado no Alto da Serra,Petrópolis,RJ, barbeiro, Professor aposentado,e nas horas vagas poeta. Casado com Tereza, Avô de Bianca,Priscila e Xandinho.

A todos internautas, amantes da poesia, que se dignarem a abrir minha página poética. Em especial aqueles que já fizeram varias vezes. Quero deixar essa mensagem : "No tempo da vida que passa,há sinais de eternidade que ficam. E um destes sinais é a poesia . Na verdade,a poesia só é eterna quando o poeta e os aficionados perenizam nela ás várias nuances de um cotidiano vivo "


Luz a Vós , Paz a Vós , Vida a Vós. Uma raio-luz há de iluminar vossas telas mentais harmoniosamente


Meu E-mail caculamello@bol.com.br

Com carinho Caçula


Duas almas deves ter... É um conselho dos mais sábios: Uma, no fundo do ser, Outra, boiando nos lábiaos RAUL DE LEONI




Pátria gentil, de todas a mais linda, Brasil querido, Terra onde nasci, Sabe que o meu maior prazer seria Meu sangue derramar, morrer por ti. ARTHUR DE SÁ EARP FILHO

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[Sexta-feira, Dezembro 29, 2006]





A COMPANHIA ZURETA

O artista emagreceu
Por estar quase rotundo.
No auge da copa do mundo,
O BUSSUNDA feneceu.

O BUSSUNDA feneceu .
Mas, brilhou como cometa.
Ao finar, escureceu
A constelação planeta.

A constelação planeta
Foi atingida no "EU".
E, a companhia zureta
Infelismente perdeu.

Infelismente perdeu,
O bom humor do seu esteta.
Mas, o fã não esqueceu,
O seu principal casseta.

O BUSSUNDO FENECEU.
A CONSTELAÇÃO PLANETA,
INFELISMENTE PERDEU
O SEU PRINCIPAL CASSETA.

Ao esmaecerem ás luzes, que
Abundam o sol, do fluente ano,
Deixamos registrado a nossa homenagem
Póstuma, ao cidadão:

Claudio Besserman Vianna
(O Bussunda)
Finado em 17-06-06

Caçula.


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Por Caçula * 3:02 PM







O Lenço

Sempre em busca de um alento,
Apesar do seu queixume
E do nosso rompimento,
Guardo ainda o seu perfume.

Guardo ainda o seu perfume,
Embasado no bom-senso
De um voar de vaga-lume.
Com um exalar intenso.

Com um exalar intenso
A pairar sobre um curtume.
Paro, analiso e penso:
São restos do seu ciúme!

São restos do seu ciúme
Que me faz ser hipertenso.
é como lança-perfume
impregnando o meu lenço.

GUARDO AINDA O SEU PERFUME
COM UM EXALAR INSTENSO.
SÃO RESTOS DO SEU CIÚME
IMPREGNANDO O MEU LENÇO.



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Por Caçula * 2:58 PM



[Terça-feira, Dezembro 26, 2006]





DESCAMINHO SOCIAL

A deambular á noite,
movia-se lentamente;
com a secular experência
de quem pensa saber tudo.
Ía de léu-em léu, purgando
ás feridas do abandono
e da segregação racial.
Palido, encarquilhado,
com aspecto de bode velho,
como um antigo PÃ.
As faces encovadas,
com um olhar sem expressão
a olhar para o mundo
com perpetuo espanto.
Imerso numa vil tristeza,
como um junco a vergar
sob qualquer aragem...
A voz entrecortada
a balbuciar monossílabos...
Tentando esquecer o sono
e o incerto amanhã,
a tresandar excrementos;
numa vida putativa
se põe a caminhar:
chupando um cachimbo vazio
e desfilando seus farrapos,
nesse abismo social.

Caçula

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Por Caçula * 5:27 PM







E A LUZ SE FEZ.

Do atrito das pedras, o lume que surge
e a chama mordisca o lenho bem seco.
O primata descobre o fogo que urge.
Transformando cavernas em doce aconchego.


As noitadas de trevas eram buriladas
por inedita paz, na cadência do amor.
Eis que surgem abrigos e belas moradas,
desfazendo grilhões de milênios de dor.


Na labuta diária, o ser primitivo
ao soltar as amarras e a alma cativa,
vê nascer no seu íntimo um superego.


Há reforma de fé no altar do Deus fogo.
e, um grito de luz, com mais luz ecoou.
Fez-se nova luz, quando o primata orou.


Caçula
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Por Caçula * 4:58 PM



[Domingo, Dezembro 10, 2006]





IMOLAÇÃO NO GÓLGOTA.

No seu madeiro
A exalar, sem lar e altar,
Morre o carpinteiro.

Por amor a humanidade,
Deixou-se crucificar:
sem dó, e sem piedade,
no calvario sem altar.

No calvario sem altar
Cerrou a vida o carpinteiro.
Que no seu ultimo exalar
Imolou-se um cordeiro.

Imolou-se o cordeiro,
Sem querer justificar.
Seu suspiro derradeiro
Veio para glorificar.

Veio para glorificar
O nome do mensageiro;
Que perdeu sem reclamar
Sua vida no madeiro.

NO CALVÁRIO SEM ALTAR
IMOLOU-SE UM CORDEIRO.
VEIO PARA GLORIFICAR
SUA VIDA NO MADEIRO



Caçula


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Por Caçula * 1:20 PM







EM TI DERRAMEI MINH'ALMA

Poeta me fiz, pela
Bela que velo, nos
Meus pensamentos.
Tornei-me poeta, por amor
Ao derramamento d'alma.
Fiz-me poeta por ser
Deleitoso banhar-me na
Luz dos seus olhos, e
Oscular a doçura dos seus
Lábios quentes e virginais.
Sorvendo beijos a beijos,
A essência dos meus sonhos.
Ao declinar da tarde;
Com a aurora a bruxulear
No horizonte. É quando
Soluça as flautas ao som
De arpas sonoras.
E, as asas do delírio se
Desfazem, ao derramar
Minh'alma nesse poema.

Poema dedicado a minha esposa
Pelos nossos 45 anos de casados,
Ocorrido no dia 14 de novembro de 2006.

Tereza é o anjo que Deus deu asas,
E sapiência para me ensinar a voar nos
Labirintos sinuosos da existência e no
Mundo encantado da poesia.


Caçula


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Por Caçula * 1:20 PM







''O 14 BIS''

Quem sonha, voa mais longe
Se desvencilhando do
Calabouço dos conflitos.
Dar asas ao imaginário,
é como garimpar sonhos.
Conduzir o ''14 BIS'' dos sonhos,
usando a coragem como leme,
requereu: tenacidade,
paciência e mecânica.
Na tela mental do inventor
Habitava uma fênix,
Prestes a se desvencilhar
Das cinzas e da inércia.
Para rasgar o tempo espaço,
Com as suas asas de seda.
Os sonhos retiraram
os acidentes do caminho.
e, mantiveram acesa
as chamas da esperança,
em vir a singrar no espaço:
com o mais pesado-que-o-ar,
ultrapassando o vórtice
da tal barreira do som.
Ser livre para sonhar.
é ser liberto para voar.
Quem não decola nos sonhos!
se charfundará nos medos
e na aridez da vida.

o quatorze bis dos sonhos,
com as suas asas de seda,
singrou, no espaço. Risonho.
A planar sobre as veredas.


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Por Caçula * 1:19 PM