Sábado, Janeiro 20, 2007




ENCANTOS, NÃO MACULADOS.

Um candeeiro de cobre,
No teto abobadado,
Deixa cair gotas de luz;
Iluminando os nossos corpos.

Num vaso sobre à messa,
Os gerânios provocavam:
Uma explosão de cores.

O rumor das ruas,
E o vozear dos mercados
Tentam violar nosso retiro;
Altar dos nossos devaneos.

Sua lingua descuidada,
Lépida e insaciável
A demarcar território
No meu corpo exaurido.

Com gestos espasmódicos,
Como um adjar de asas:
Você desatou a rir;
Num sublime langor
Que antecede o climax.

Depois da hora do amor,
Como uma GARÇA lânguida:
Conferias certos encantos ,
Não maculados ainda!



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Postado Por: Caçula às 7:27 PM





NA POEIRA DO PASSADO

O sol que a cada nova
Manhã, traz a luz e o fôlego,
Morre ao entardecer,
Renascendo no outro dia.

Sempre em ebulição,
À vida se perpetua,
Na poeira vital, dos
Universos paralelos.

Com a mudança da plumagem,
Eu volitei por galáxias
No vaivém da aragem.

Após longa estiagem,
Meu corpo foi modelado,
Sob o pulsar das ondas,
Da maresia selvagem.

Quando eu deixar à vida,
Sei que deixo controvérsias.
Mas, após a cremação:
Das cinzas, tal qual a fênix,
Me dissolvo e renasço;

E, assim perpetuo à vida,
Sob os poderes da luz,
Na poeira do passado .

Caçula


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Postado Por: Caçula às 7:01 PM


Sexta-feira, Janeiro 12, 2007



CAPITALISMO IRRACIONAL

O Sol do capitalismo
Começa a declinar.
O grasnar de principelhos,
Entronados no petroleo
'Reservatorio sem fundo,''
Começa a enfraquecer
A força do vil metal,
Que debilita o mundo.

Encerrados num abismo
De carater econômico:
''Que cega a consiência moral;''
As algibeiras abarrotadas
E os espíritos vazios,
A rufarem os seus tambores
No marca passo, do compasso
Da cadência das ações.

Só conhecem adição.
Não sabem subtração!
Atafulham-se
Na dialética fútil,
De cambiarem poderes.

Buscam mananciais
De ouro e mel,
Enquanto os segregados
Mamam em PEITOS SÊCOS.

Caçula

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Postado Por: Caçula às 7:46 PM





A GLAMOUROSA

Bem no rastro do ocaso
ANTARES aparecia.
Em sinal de pouco-caso
O Sol desaparecia.

O Sol desaparecia
Diante da glamourosa,
Que sempre se promovia,
Numa esteira luminosa.

Numa esteira luminosa
Chegava á Epifania.
E, todinha melindrosa,
á aurora se despedia.

A aurora se despedia
Com nuances cor-de-rosa.
E, voltava noutro dia:
Bela e misteriosa.

O Sol desaparecia,
Numa esteira luminosa.
E, a aurora se despedia:
Bela e misteriosa.


Caçula

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Postado Por: Caçula às 7:27 PM


Terça-feira, Janeiro 09, 2007




ARDOR RENOVADO

De pé em frente ao espelho,
Deixando a tua imagem
Encerrada no cristal,
Desatavas o nó da camisola.

Com um olhar meditativo,
Fazias um exame
Meticuloso do teu corpo;
Imaculado por meio século.

Sob a canção da lua:
Eu e Tu, num alheamento
De meia duzia de palavras.

Na sensualidade dos teus lábios,
Escandias bem ás sílabas.
A filosofar com seus aís !
Numa embriagues lúcida.

Após as escaramuças do amor :
Já não havia música,
E, palavras também nao!

Como um vulcão sereno,
Tua figura estendida,
Sobre o lençol frouxo;
Trevesseiro entre as pernas:
A miar como uma gata à lua,
Sorrias lânguidamente:
Registrando um prelúdio
Para um ardor renovado.




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Postado Por: Caçula às 4:49 PM





O Pererê

Saltita o pererê
Cachimbando o seu encanto:
Em roda de canjerê
Fui resado de quebranto

Fui resado de quebranto
na pagelança tupi.
Fui amado em acalanto
Pela doce Guaraci.

Pela doce Guaraci
Levado ao campo santo:
Vi a grande sucuri.
ai, Jesus! que eu me espanto!

Ai Jesus! que eu me espanto.
E, fujo logo da li:
Esconjurando em plantos
Diante deste saci

Fui resado de quebranto
pela doce Guaraci.
Ai, Jesus! não me espanto
Diante deste saci.



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Postado Por: Caçula às 4:36 PM


Quarta-feira, Janeiro 03, 2007




NEGRO,CÔR DE MASSAPÊ

- O preto véio foi tirado
Da liberdade da África
Pro fundo do cativeiro ,
Nas senzalas funestas.

- Importados de Angola
São batizados em massa.
Todo negro sem batismo
É um ser inferior,
Apenas massa escrava.

- Com rezas e desconjuros,
Nas rodas de mandingueiros,
Os negros alforriados,
Em sinal de regozijo,
Tira mandinga de fio.

- Água benta do batismo
Sufocou pai-de-terreiro
No escuro das sensalas.

- Mãe preta, mãe de leite
Dá de mamá a nhonhô.
Escrava se fêz mucama
Prá cuidá de sinhozinho
No desvelo da garotice.

- Negro cor de massapê
Tirou mandinga de nhonhô,
Amaciô terra sêca,
Fecundô canaviá.


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Postado Por: Caçula às 5:39 PM


Segunda-feira, Janeiro 01, 2007



NA AURORA QUE DESPONTA,
NO RASTRO DA MADRUGADA,
AS JANELAS SE ABREM,
PARA O SUBLIME VÔO
DA LUZ, QUE ABUNDA O SOL.

NO BOJO DESSA LUZ, HÃO DE VIR:
PAZ E PROSPERIDADE PARA A HUMANIDADE
SÃO VOTOS DO CAÇULA E FAMÍLIA

DEZEMBRO DE 2006. JANEIRO DE 2007

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Postado Por: Caçula às 10:04 AM


.:: Perfil ::.


Epiphanio Mello, Pseudônimo CAÇULA. Titular da cadeira n° 10 da Academia Brasileira de Poesia casa de Raul de Leoni patronimica de Dr.Arthur de Sá Earp Filho e Conselheiro Fiscal. Patrono da Academia de Poesia da escola municipal Vila Felipe cadeira n°4 membro do clube de poesia do Petropolitano F.C. Nascido em Itaperuna, radicalizado no Alto da Serra,Petrópolis,RJ, barbeiro, Professor aposentado,e nas horas vagas poeta. Casado com D.Tereza, Avô de Bianca,Priscila e Xandinho.


A todos internautas, amantes da poesia, que se dignarem a abrir minha página poética. Em especial aqueles que já fizeram varias vezes. Quero deixar essa mensagem : "No tempo da vida que passa,há sinais de eternidade que ficam. E um destes sinais é a poesia . Na verdade,a poesia só é eterna quando o poeta e os aficionados perenizam nela ás várias nuances de um cotidiano vivo "


Luz a Vós , Paz a Vós , Vida a Vós. Uma raio-luz há de iluminar vossas telas mentais harmoniosamente


Meu E-mail caculamello@bol.com.br


Com carinho Caçula


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