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[Sábado, Fevereiro 17, 2007]
PAÍS DE BATUQUEIROS. Um Brasil de musicistas, De cuícas e pandeiro. É solo de transformistas, Esse Brasil brasileiro. Esse Brasil brasileiro, Ainda tem escravista. Terra do Feijão Tropeiro, Do futebol e sambista. Do futebol e sambista, Racista e cangaceiro. Tem blefe de exorcista De mulato arruaceiro. De mulato arruaceiro, Trovador e repentista. Tem médico batuqueiro Se transformando em artista. ESSE BRASIL BRASILEIRO, DO FUTEBOL E SAMBISTA. TEM MULATO ARRUACEIRO SE TRANSFORMANDO EM ARTISTA. Comments: Por Caçula * 6:19 PM
O Menestrel. A casinha de sapé, Trepada sobre a colina: com chão de terra batida, paredes de pau-a-pique. E, um jardim descuidado; no qual labuta um velho angolano... de passo miúdo e chapéu dobrado. Que na plangência de viola, com seu queixume dorido, solta a sua voz dolente na inspiração que evola. No bojo da tarde cálida; numa explosão de magias, sob a luz do sol poente: vão bolinhas de sabão, como perolas ao vento. Numa profusão de cores, pondo poesia nas coisas, bandos de saíras evolam. E, as cigarrras ciciam num pessegueiro desfolhado. Caçula Comments: Por Caçula * 6:16 PM [Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007]
ROGO Noite clara, com um odor. Balsâmico de flores. Ladeando uma escarpa, Ás folhagens das romãzeiras Coavam gotas de luz prateada. Jupiter, o meu preferido, Brilhava intensamente. Plangentes acordes Do bimbalhar dos sinos E os símbalos de marimbas ; A vibrarem em harmonia, Seguém rumo ás galáxias. Diante deste cenário, Feito todo de magia, Destampo a imaginação! Mais poeta , que guerreiro: Bate forte o caração. e, do peito sai um ROGO Em formato de oração ROGO A DEUS! E, LHE PEÇO: QUE SEJA MEU PROVEDOR. DÊ-ME! RIMAS COM SUCESSO! BALSAMADAS EM AMOR. Caçula Comments: Por Caçula * 2:47 PM
PLANETA QUE AGONIZA. No recôndito do "EU," Uma humana tristeza Açambarca o meu "SER". Que de quando-em-vez Se manifesta intensamente. No meu universo simbólico, A minh'alma antevê; Um negro vale de lágrimas. Na minha tela/mental Passa um inferno/astral... Rios letais, lagoas de luto, Gritos e choro de um mundo: De gente e lixos imundos! Enchurradas de sangue A escorrer num solo leitoso, Promessa de leite e mel, Entristecendo à Janaina, A senhora das águas. Só vejo a relva queimando E manancias secando. Nos meandros da rede Se afogam lagos e córregos. Mundo! pulsante e aquoso, Que agoniza, e morre de sede. Caçula Comments: Por Caçula * 2:47 PM |