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[Quinta-feira, Março 22, 2007]
O cavalheiro do zodiáco Garupado no solstício Galopa no tempo o inverno. A flanar um só caminho, O sol , num vai-e-vém eterno, Distância-se do equador Em busca de um novo hiberno. O senhor dos arco-íris, De quando-em-vez vai aos trópicos, Iluminar o zenite. No seu passeio filantrópico: Passa duas vezes ao ano, Com seu calor megalópico. Num trânsito planetário Vagamundeia em capricórnio, Recem chegado de cancer. Cavalgando um unicórnio, O andarilho do zódiaco. Retorna da california. Com luzes irradiantes; Ao seu desvencilhar do ócio, O astro rei conquista a terra, Num divino sacerdócio. E, ao fecundar sua amante Ele eterniza o EQUINÓCIO Sextilha Aberta Equinocio de Outono em 20 de Março de 2007 , Terça feira-20:45 Caçula Comments: Por Caçula * 2:49 PM [Sábado, Março 03, 2007] Colibris xeretas Na magia das provetas, Em metamorfose ávida. Despertam as borboletas, .Emergindo das crisálidas. Emergindo das crisálidas, Num vão-e-vem em piruetas Na aragem da tarde pálida, .Voejam ás borboletas. Voejam ás borboletas; Junto vai uma inválida Zunindo suas trombetas .Á beijar á antera cálida. Á beijar á antera cálida; Com suas asas cambetas: Vai uma abelha esquálida .Como colibris xeretas. .Emergindo das crisálidas Voejam ás borboletas. Á beijar á antera cálida, Como colibris xeretas Caçula Comments: Por Caçula * 1:56 PM
Batuque no terreiro No arraiá do penduricalho O festejo é junino. Sob o xororó da sanfona, A fogueira alumia, O batuque no terreiro. No curral adormecido, Dormita á vaca miúva. Umbigadas e baião No ioto-baixo a gemer; Busca-pés e rojões Fazendo zueira no chão. Os vestidos de fustão, esvoaçãndo Nas danças valsadas. E, o sanfoneiro , No meio da roda A dançar e cantar, Com seu baticum monótono No fole marca compasso...
A sombra desse coqueiro, Quebrei coco com sinhá; Que é neta de fazendeiro, E tá doidinha pra casá. Rodopiam ás donzelas, Num balé de pés descalsos, Pisando firme no chão. Exorcizando ás mazelas dos afilhados do cão Caçula Comments: Por Caçula * 1:37 PM |