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[Sábado, Maio 05, 2007] AFRO DESCENDENTE que sou, quero deixar o meu ''AXÉ'' Á todas as mães, (Independente de Raça). E, á raça negra que aqui chegou, trazida Nos fétidos porões de navios tumbeiros, para ajudarem na edificação deste país , de musicistas: de cuícas e pandeiros. Solo de transformitas; de futebol e sambistas. Com os 04 trabalhos que seguem, quero deixar registrado Á minha singela homenagem. Petrópolis, Rio de Janeiro, Brasil. Caçula Por Caçula * 1:39 PM Sou negro fulo, não nego. Até me faz bem ao ego, Saber que sou de Angola. Sou negro fulo, confirmo! E, se preciso afirmo! Já não uso mais argolas. Sou do bem e danço jongo. Meu nome, e João Congo. Sou resto da escravidão. Só preciso de um emprego Pra garantir meu sossego Com a paz no coração. Sou excluído não nego, E se preciso me prego No madeiro da sangria. Sou liberto. Mas, sou fulo. E, se for preciso osculo Minha carta de alforria. Sou fulo, não sou liberto. Eu trago meu peito aberto, A desfraldar submissão. E, de que me vale a carta? Se não tenho á mesa farta! E, vivo de esmolação Comments: Por Caçula * 1:27 PM
minha mãe é uma flor Que na Terra feneceu: Mas, balsamada em amor no céu ela floreceu. Seu sorriso nos lábios entreabertos, É oásis que desagua no deserto, Irrigando o sabor dos seus frutos. Mãe, exemplo de virtude e nobreza, Que tráz no intimo de sua natureza, O tributo so seu nobre produto. Nada pode ofuscar o fraterno Retratado na luz do amor materno. Mesmo sendo de origem modesta! O amor de mãe e pura essência, Provindo da sublime consciência. É a divindade em seu manifesto. Coberto com o manto da humildade, Tu és principio da humanidade, Ostentando a corôa do sagrado. Suas lágrimas são néctar em flores A oscular a fronte dos seus amores. Que em suas entranhas foram gestados. Toda divina sugada no peito, É dádiva de um amor perfeito. É sangue se trasnformando em leite. É fogo, é vida na criação. É mistério na iniciação. E, luz na consagração do eleito. Caçula Comments: Por Caçula * 1:15 PM Trazido de moçambique, Nos infectos porões, De navios tumbeiros; Tratados e contabilisados No rol dos bens-moventes. O negro: sangrou, chorou, Calejou as mãos e morreu; Na construção deste país. Como troca recebeu: Á abolição fajuta, que levou os negros aos guetos Do analfabetismo E da prostituição. O Silvo do açoite impiedoso, Do regime escrevocrata, Fêz calar os maracatus, Os afoxés e maculelês. Feneceu também: O batuque,ás pernadas. E, o ritmo lascivo do carimbó, No arranhado da viola. Na decomposição do negro, Escravistas antolhados, Na miscigenação; Com atos libidinosos, Vão deitando ás negrinhas Como matéria-Prima Da branquificação. E se tornam prostituídas No beco da perdição Caçula Comments: Por Caçula * 1:02 PM |