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[Domingo, Junho 17, 2007] Grande pedaço de lua, ¿um nadinha pra ser cheia¿, Lá ía ela crescente. Os grãos de malacacheta, Moídos da areia do chão; Num piscar de vagalumes: Apaga, acendo, acende, apaga... O vento quente e suave Mal frufrulhavam ás folhas Do encopado pé de jáca. Beiradeando a estrada: Rancho , forrado e coberto De coqueirinho indaiá. Lamparina, no lusco-fusco; Sanfoneiro floreando Num sustenido de dó, No abre e fecha do fole; Bota fogo no forró. Na boca da madrugada: Á manhã já mostrava Os seus primeiros clarões Lá pros lados da serra, Da serra do boqueirão. Irado e varado de fome, Um filhote de camundongo; ¿Demônio em forma de bicho, Que nem mula-sem-cabeça, Com dois capetas no corpo¿, Aparece no forró. Uma tal de maricota, Com a sua saia levantada, Seios bamboleantes ¿Tal e qual cupim de boi zebu¿: Com gritinhos sustenidos E saltitar de gazela, Põe fim no forrobodó. Comments: Por Caçula * 1:33 PM Na hora de depois do almoço , Num estribuchão de beiços, Depois de um gole avantajado; O carreiro preto velho, Com a cabeça, tal e qual Picumã de lamparina. Lá ia ele revivendo Suas passadas lembranças. Filho de mulher ladina: Um boieiro de lavoura, Capinador de enxada. Coração aberto Ía largado pelo mundo, Ressabiado e tristonho. Com um risinho oferecido, No bojo do seu cismar, Acocorado no chão Á sombra dos manacás: Se põe a cantarolar seu ABOIO:. ABOIO de vaquejada, Um ABOIO de pé de serra. Pobre gente mediana, Parece mentira: crede! Os rios morrem de sêde. Por estupidez humana. No debandar das saíras, Vão cores em profusão. No rastro do som das liras, Ruma meu triste bordão. Nossa nau, chamada Terra, Aderna verticalmente: Abalada pelas guerras E politicos dementes. Com paz amor e amando, Vamos rever esse carma. De cristo vém o comando; Ensarilhai vossas armas! Comments: Por Caçula * 1:16 PM |