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[Domingo, Agosto 26, 2007] Olhos divagantes. Sentados ainda no sofá: Com movimentos furtivos, Suas mãozinhas voadoras Com seus dedos bailarinos Tateavam o meu corpo. Suas pernas inocentes, Pousaste sobre o meu colo; Duas pernas bronzeadas, Dois fardos divinos. Os quais eu sustentava Sobre meu colo em chamas. Rubras maçãs adornavam Sua mesinha de centro. Perto de um vitrola, Sob-pósta por L.pês, Particulas de poeira Cintilavam pelo ar; Rasgando à luz de néon. Prolongando o enlevo: À minha boca gemente, Pincelava os seus lábios. Sucessivas contrações Percorriam o seu corpo. E, os seus olhos divagantes Passeavam desatentos. Comments: Por Caçula * 12:35 PM Embora quase no ocaso, O rei sol ainda brilhava. O poente começava A tingir-se de vermelho. Mescrando-se de sombras. A tonalidade do céu Cambiava a cada minuto. "Prenúncio de temporal". No ribombo dos trovões, A grossa chuva caída, Tamborilava nas vidraças. Os sons maviosos de Quatro pistóes em surdina; Soltavam notas pulsantes : Que voluteavam pelo ar. A pele amorenada ... Roupão aberto na frente, Numa postura atrevida. O contato do seu corpo... Bem juntinho ao meu... Como um tremor de terra, Fazendo aquelas loucuras. Os deuses do erotismo Povoavam nossa cama, Regendo os nossos sentidos. Ás unhas nas minhas costas Movias freneticamente. (Ardia-me uma volúpia.) "Por força das circunstâncias": Respiravas profundamente. E, na rouquidão da voz; Como um sopro ciciante A gemer balbuciavas : "Ai!... ai!... ui... você me mata!" EXSUDÁVAMOS AMOR NA CELEBRAÇÃO DA VIDA. Comments: Por Caçula * 12:17 PM |